A história por trás do Laboratório - Cobaia: #789

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Ghost

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A história por trás do Laboratório - Cobaia: #789

Mensagem por Ghost em Seg Dez 19, 2016 9:06 am

Pesquisador Chefe: Dr. Shag Linthol

Relatório de experiência número 507-017

Cobaia: #789, Seyren Windsor

Objetivo: Descoberta do máximo limiar de dor.

Preparativos:

De acordo com os relatórios obtidos com os exércitos, Seyren Windsor, desertor do exército de Lighthalzen, cobaia #789, sempre resistiu bravamente à dor, muitas vezes ignorando dores que fariam uma pessoa desmaiar. Selecionada, a cobaia foi devidamente sedada com Irotebiol 0,75 g/mL, dose muito acima da média dada a resistência da cobaia à droga. Foram colocadas 4 celas no laboratório, cada uma tratada para resistir a ácidos, chamas, traumas mecânicos (Onde mantivemos a cobaia) e a quarta tinha barras eletrificadas graças ao auxílio do Dr. Portman, Sábio da Universidade de Juno, capital de Schwartzwald. A cobaia foi isolada na cela de traumas mecânicos, e, para manejá-la de cela em cela, foram utilizados bastões encatadas com tempestade, cortesia do Dr. Portman, que mantinha-se na sala para congelar a cobaia em caso de rebelião. Foi separada também a mesa de procedimentos cirúrgicos

Dia 1:

A cobaia demonstra hostilidades normais de uma pessoa sob intenso stress mental. Para manejá-lo para a cela eletrificada foi necessário o uso da magia Rajada Congelante, feita pelo Dr. Portman. Ao tentar sair da cela, a cobaia recebeu uma descarga elétrica de intensidade 10 mA. A cada toque, a corrente subia 10mA e o cobaia perdeu a consciência logo que recebeu 2000mA no corpo. Para estimulá-lo a tentar sair da cela, contatamos as forças armadas e capturamos a família do desertor sem que ele tomasse conhecimento disso. Nesse dia, apresentamos a esposa dele sendo torturada pelo meu auxiliar, Long Hi Ming, versado na academia de Louyang de espionagem. Com a perda de consciência, tomamos nota que, para uma pessoa sob o stress da cobaia #789, o limiar de dor máximo por agressão elétrica é 2000mA. Para evitar danos aos vasos sanguíneos e outras estruturas, usamos um preparado de Poção Branca, 2 L, 10mL/s injetado endovenosamente para reparar qualquer ferimento formado no corpo do #789.

Dia 2:

Antes que a cobaia despertasse de seu sono, sedamos com Irotebiol 0,75g/mL e o colocamos na mesa de procedimentos cirúrgicos, mantendo suas mãos e pernas atadas com algemas de aço. Deixei Long Hi Ming efetuar os traumas que achasse adequado para causar dor extrema. Seyren Windsor suportou as fraturas osso a osso em seus braços, suas pernas, mas não suportou o trauma no peito. Novamente fizemos o preparado de Poção Branca, 2 L, 10mL/s. Após reestabelecimento total, meu auxiliar começou os procedimentos cirúrgicos sem qualquer anestesia. Mantendo-o sob constante infusão de sangue retirado de nosso banco de sangue, Long Hi Ming extraiu o fêmur e o devolveu ao seu lugar. A cobaia infelizmente não aguentou muito e novamente houve perda de consciência. Um dia pouco produtivo, em minha opinião.

Dia 3:

Hoje, manejamos a cobaia para a cela à prova de chamas e o Dr. Portman incendiou o piso da cela. A cobaia logo entrou em combustão e desmaiou 2 minutos após o começo. Para tal procedimento, contactamos o Templo de Honir, em Juno, que nos enviou um de seus sacerdotes. Logo que o cobaia desmaiou, o Sacerdote Tom Thorwill iniciou os procedimentos de cura através de magia divina. A cobaia sobreviveu. Mais tarde, criamos um corredor da dor, com cacos de vidro, arame farpado, lâminas e ladrinhos-armadilha elétrica. Para fazer com que a cobaia tentasse atravessar, deixamos o primeiro filho e o caçula dentro de uma caixa de vidro sendo enchida com água. Se pretendesse salvar os filhos, tinha que passar pelo corredor e quebrar a caixa. Infelizmente ele desmaiou quando completou 3/4 do corredor, e os filhos dele tiveram de ser sacrificados por isso.

Dia 4:

Infelizmente a cobaia mostra comportamento anormal, estando apática mesmo após cutucarmos ele com o bastão encantado com eletricidade. Quando mostrada a filha do meio, ele apenas ergueu a cabeça e disse: "Matem-na...". A julgar pelo comportamento, a cobaia estava louca. Infelizmente, a pesquisa teve de ser interrompida ao quarto dia, pois toda a alteração que a loucura promove no metabolismo impede-nos de prosseguir com a experiência extendendo-a para a população. A cobaia foi sacrificada mantendo-a congelada até o pescoço e aplicando choque intenso sobre a cabeça. O corpo foi levado ao depósito de materiais e a experiência foi encerrada.

Conclusão:

O ser humano não foi feito para ser testado seus limiares de dor em um intervalo de tempo tão curto. Que esse erro não se repita em futuros experimentos. Infelizmente, o mistério que cria essa loucura para proteger o ser humano de tais eventos deverá ser alvo de futuro experimento.

    Data/hora atual: Ter Jun 27, 2017 7:33 pm